Terça-feira, Novembro 24, 2009

Boa notícia


Faz tempo não escutava uma boa notícia. Mesmo com as escutas em alta, a desgraça circula sempre na direcção da tristeza nos pasquins cá do burgo. São à vara larga: É a vacina que mata; o segredo de justiça que foi violado na tipografia da esquina; a caçadeira passional em riste. Até a carrinha que escuta em modo ambiente afinal não escuta nada que valha de prova. Estava a ficar desanimado. Até que, valha-nos Deus, uma boa notícia para aquecer a alma. AQUI.

Domingo, Novembro 22, 2009

30 dias

Trinta dias foi o prazo dado pelo "PSD" à Ministra da Educação para, com os Sindicatos, resolver o imbróglio da ADD e, por junto, o ECD. A empreitada, a avaliar pelo desembaraço com que Nogueira carrega os baldes de massa, nem para o Carnaval deverá estar pronta. Como se isso não fosse suficiente, o "engenheiro do ferro" não tem cobre nem para fazer a primeira placa. Mesmo que a Mota/Engil (aquela do Coelho) carregue umas betoneiras de borla, eu não estou a ver como se rebocarão alguns dos pilares estruturantes. A saber:

- Os critérios para a constituição dos conselhos pedagógicos. Não existindo a categoria de titular quem está poderá recusar? Ou os titulares continuarão para efeitos de organização de escola?
- Os avaliadores? Se necessitam de formação a sério, quando estarão em condições de avaliar?
- Algumas escolas já iniciaram o processo de reposicionamento da Carreira de acordo com o 270 de 30 de Setembro?
- E os professores (milhares) que beneficiam de reduções à componente lectiva para o desempenho de cargos relacionados com a assumpção do título?
- Qual a relação entre a progressão e a classificação? Muito complicado...
- E a compensação para os "muito bons" e os "excelentes" deste ciclo?
- E o escalão de topo prometido por MLRodrigues e escarrapachado no 270 de 30 de Setembro?
- E desatar o nó do estrangulamento?

Ai... 30 dias!

Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Vieste tu, feiticeira...

A avaliar (ai!... desculpem...) pelas reacções dos responsáveis dos Sindicatos à abertura (desculpem lá outra vez) da nova Ministra, bem poderia a Fenprof (para falar no mais frequentado dos três mil e duzentos sindicatos de professores) ter publicado este clip. É que de bruxa a feiticeira titular é enquanto "o diabo esfrega um olho". E o contrário tambem é verdade. Vamos lá então ao clip de abertura da nova época:

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

Dedinho maroto


O secretário-geral da Federação Nacional de Professores, Mário Nogueira, confirmou hoje que o Ministério da Educação “vai parar” o segundo ciclo de avaliação docente até à aprovação de novas regras, o que significa que o modelo em vigor acabou. In - Publico on-line

Não fosse aquele dedinho indicador fora do efeito punho e eu imaginaria um cenário cor-de-rosa. Acontece que, não só não imagino, como estou convencido que o que vier de novo em termos de avaliação será mais penalizador para a generalidade dos professores. "Acabar com os titulares", com as devidas aspas, foi a única coisa positiva até agora. Os directores sensatos poderão agora poupá-los à uma caterva de trabalhos em que estiveram envolvidos por via da Lei.  Talvez esta medida tenha sido mais positiva para os titulares que para os não titulares. É certo que havia o estrangulamento da Carreira, mas quem nos garante que não vem aí um garrote? Para breve teremos o Estatuto em cima da mesa e só depois será discutida a avaliação. E a hierarquia das prioridades diz-nos basicamente o seguinte: Quanto mais o estatuto for maquilhado, mais excelentes e muito-bons serão necessários para progredir.
Não deverá faltar muito para o Mário imitar os titulares mudando de dedo.

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

O Projecto

E cá temos o projecto que o PSD irá apresentar para tirar protagonismo a Paulo Portas.
Vem aí o Bloco, não é o do Louçã, mas o que se arranja rima com laranja.



Projecto de Resolução nº ___/XI

Recomenda que, no âmbito do processo negocial em curso e no prazo de trinta dias, seja revogada a divisão da carreira docente nas categorias hierarquizadas de “Professor” e “Professor titular” e seja concretizado um novo regime de avaliação do desempenho dos docentes

O XVII Governo Constitucional introduziu, através do Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19 de Janeiro, profundas alterações ao Estatuto da Carreira Docente que careceram de um entendimento alargado entre os parceiros sociais. Esse facto contribuiu para que, desde o início da sua aplicação, tivesse merecido a contestação de uma ampla maioria daqueles que eram os seus destinatários.

Por sua vez, a regulamentação do referido Estatuto da Carreira Docente foi igualmente acompanhada de episódios de tensão e conflituosidade entre os diferentes intervenientes, designadamente, no que respeita ao modelo de avaliação do desempenho docente.

Sucede que, entre as alterações introduzidas ao Estatuto, a carreira docente foi dividida, passando a desenvolver-se pelas categorias hierarquizadas de “professor” e “professor titular”.

A experiência de concretização desta cisão na carreira permite evidenciar a sua artificialidade, não sendo reconhecida, pelos docentes, a razão para a distinção em causa. Acresce que a ponderação limitada aos últimos sete anos de carreira, para efeitos do primeiro concurso de acesso à nova categoria, originou legítimos sentimentos de injustiça na comunidade docente ainda hoje significativamente perceptíveis.

De igual modo, o actual Estatuto não leva em conta a especificidade da carreira docente, não pondera a singularidade do trabalho nas escolas, não promove o mérito e não incentiva a desejável melhoria de desempenhos. Pelo contrário, tem sido causa de injustiça, angústia e desmotivação para muitos professores.

Para tal contexto, também o modelo de avaliação de desempenho dos docentes e a imposição administrativa de percentagens máximas para a atribuição das classificações de “Muito Bom” e de “Excelente” por escola (quotas) têm contribuído decisivamente.

Ora, um processo de avaliação deve ser exigente e distinguir a excelência. E deve ser um instrumento indutor de melhorias do desempenho.

A divisão na carreira e as referidas quotas não contribuem para este desiderato.

A acção do Governo deve concentrar-se na melhoria das condições de ensino e de aprendizagem, não abdicando, em momento algum, de uma rigorosa avaliação a todo o sistema educativo: escolas, alunos, professores, programas, curricula, manuais, materiais didácticos, etc.

Em consequência, a progressão na carreira docente e os correspondentes escalões remuneratórios deverão ser acompanhados de um sistema de avaliação do desempenho que seja justo, exequível e que premeie a dedicação e o mérito individuais.

Nenhum destes princípios é posto em causa se a carreira docente não se encontrar hierarquizada nas categorias de “professor” e “professor titular”.

E esses princípios serão mesmo valorizados se não se impuser um sistema de quotas que, administrativamente, possam olvidar a efectiva avaliação do docente, gerando graves distorções e injustiças.

Não compete à Assembleia da Republica interferir nas negociações que decorrem entre o Ministério e as estruturas representativas dos professores.

Contudo, é da responsabilidade do Parlamento expressar posições políticas e contribuir construtivamente para a melhoria da qualidade do ensino nas escolas do nosso País.

A Educação é a melhor e mais duradoura solução para ultrapassarmos os momentos difíceis que o País atravessa.

Só prestigiando a função do professor na sala de aula e na sociedade e, assim, devolvendo às escolas a imprescindível serenidade para o sucesso do ensino e das aprendizagens, estará criada uma conjuntura favorável para a superação dos desafios que se nos colocam. Só com alunos empenhados e professores motivados, o País caminhará para o salto qualitativo no ensino de que tanto carece.

É tempo de fazer regressar a paz à comunidade educativa.

Assim, nos termos da alínea b) do artigo 156.º da Constituição da República Portuguesa e da alínea b) do n.º 1 do artigo 4.º do Regimento, na esteira de um entendimento alargado com os parceiros sociais, a Assembleia da República resolve recomendar ao Governo que, no prazo de trinta dias:

1. Elabore as normas do Estatuto da Carreira Docente e legislação complementar, designadamente, extinguindo a divisão da carreira docente entre as categorias hierarquizadas de “Professor” e “Professor titular”;

2. Estabeleça um novo modelo de avaliação do desempenho docente que seja justo, exequível, que premeie o mérito e a excelência e que contenha uma componente de avaliação orientada para o desenvolvimento profissional e melhoria do desempenho dos docentes, e que contribua para o aprofundamento da autonomia das escolas;

3. Crie as condições para que do 1º ciclo de avaliação não resultem penalizações aos professores, designadamente para efeitos de progressão na carreira, derivadas de interpretações contraditórias da sua aplicação.

Domingo, Novembro 15, 2009

Beijinhos...



Querem ver que o Abrunhosa ainda vai resolver este imbróglio!

Uma aventura de paixão,
Abram lá uma janela,
Se não, atiro a toalha ao chão.

Pois é, trata-se de um sinal de boa fé que suponho relacionado com o facto de já algumas matérias terem sido negociadas, entre as quais, a principal reivindicação dos sindicatos: o fim da divisão da Carreira. Falta agora perceber como é que os titulares avaliadores, de quem o poder político se serviu, serão atirados para o artigo cesto sem se aleijarem. O Estado será "pessoa" de bem? Não me parece que a resolução deste problema diga apenas respeito aos membros do Governo.

Sábado, Novembro 14, 2009

Novidades?


Agora que a espuma das ondas começa a ficar mansa no areal e o vento tende a passar de forte a moderado, vou arriscar aqui um exercício de adivinhação em relação ao futuro:

- Acabará a divisão da carreira, no entanto os titulares irão poder optar pela via de avaliadores: para o efeito terão de fazer formação (muita formação);
- Para não ficar a ideia que o poder poítico os usou enquanto lhe conviu e agora os deita fora, virá alguma compensação via estatuto;
- Quem não entregou os objectivos individuais continuará a ser "moeda de troca" nas negociações até ao soar do gongo;
- Haverá mais equipas (do Ministério e das Drealgs) a acompanhar as Escolas (implementação das alterações; horários; avaliação; reposicionamentos na carreira...);
- O 1.º Ciclo sofrerá alterações significativas ao nível da organização (cairá a monodocência e serão criadas equipas por ano de escolaridade; daí o anúncio das metas por ano);
- O ECD será maquilhado nos tempos e no modo;
- A avaliação terá impacto significativo na Progressão na Carreira;
- Os mestrados começarão a surgir nas Escolas a grande velocidade, o que inevitalmente empurrará muitos licenciados para a Universidade. O bacharelato já não confere habilitação profissional (aqui);
- O Conselho Pedagógico! Aqui irá estar um enorme problema. Quem decidirá da competência para ser ou não elemento deste importante órgão? O Director? Altamente improvável! Se o poder político der sinal que utilizou as pessoas e agora as deita fora, o poder político passará a ser desprezível e as consequências ao nível do funcionamento das Escolas serão visíveis. Na definição da composição dos futuros conselhos pedagógicos estará uma dificuldade acrescida;
- O próximo alvo das atenções dos professores será o regime de avaliação dos Directores (pouca gente leu com atenção, mas aquilo é uma brincadeira que parece tirada do Regimento Disciplinar Militar: a velhice é um posto e ponto final).
Para já, e enquanto a jogatana política domina as atenções, nada como ficar disponível para: Em frente! Marche!

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

A Namorada.


Câncio tinha-se queixado de ser chamada namorada de Sócrates, mas não lhe deram razão. Daqui.

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Temos Ministra!

Vejamos:
- Metas por ano de escolaridade (absolutamente necessário);
- Ordem nos horários (finalmente!);
- Limitação do espaço à demagogia (sindicatos, deputados, blogger's, directores politiqueiros...);
- Avaliadores externos? Talvez... (eles que venham!).

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Bolos no telemóvel!

Diálogo com um aluno

- Sabe uma coisa?
- Não!...
- A minha mãe queria um telemóvel dos caros e o meu pai comprou-lhe um Nokia dos bons!
- Ah! Não sabia, ainda não me tinhas dito...
- No outro dia a minha mãe estava a fazer bolos lá no quintal e o meu pai passou...
- Ai ela faz bolos no quintal?
- Sim, aquilo não tem cobertura e ela apanha chuva!
Ela disse ao meu pai: Isto não tem cobertura, tenho de ficar aqui à chuva! E sabe o que é que o meu pai disse?
- Não sei, que é que ele disse?
- Olha! Agora faz bolos no telemóvel!