sábado, julho 26, 2008

A nova escravatura

Circula na Net este triste documento. Não sei se o homem que assina existe mesmo, se "a obra" é ficção. Se existe e assinou, espero que nunca chegue a tentar ensinar. Se escreveu e fez tornar público tal chorrilho de disparates, deverá ser avaliado, no que ao cumprimento da Lei diz respeito, com nota abaixo de "BOM". Esta convicção não resulta de considerar a ocasião propícia ou o sistema de avaliação equilibrado - nem sei se os PCE's chegarão a ser avaliados para além de vários e vagos critérios politiqueiros -, mas da constatação de que o conteúdo do documento revela: que "o autor" da trapalhada não tem formação condizente com função que desempenha, que desconhece "o espírito" da Lei, que desconhece procedimentos básicos ajustados ao bom funcionamento de um grupo de profissionais na área da educação... e que, para além disso, confunde a Escola com um Posto da GNR dos anos 60 (espreitem aqui a proposta de Regulamento Interno -Capítulo IV-Alunos- e reparem como há uma clara tentativa de esvaziamento da autoridade do professor na sala de aula, através de uma regulamentação claramente exagerada).

Sei, e é público, que alguns escroques sonham parasitar o esforço dos professores das AEC'S (Actividades de Enriquecimento Curricular), pagando miseravelmente e exigindo para além do razoável. Felizmente no concelho de Loulé, por exemplo, há gente suficientemente sensata e bem formada, que tem sabido contribuir para a inversão deste despropósito. Por aqui, com excepção para a avaliação - não é razoável que estes professores sejam avaliados por todos os outros professores -, há o devido reconhecimento pelo trabalho que têm desenvolvido com as crianças. Nada de mais! Em muitos outros países - da "Europa Comunitária" - os autarcas estimam e encorajam os professores em início de carreira, com incentivos de vária ordem.

Apesar de alguns bons exemplos excepcionais, não podemos ignorar que está a arranchar-se, em algumas Escolas, uma perigosa estirpe de incompetentes espertalhaços - a ideia de passar para os outros professores o odioso que os perseguidores devem suscitar, é do domínio da esperteza saloia -, sem que isso seja suficiente para tirar os Sindicatos da sua moleza crónica (valha-nos o António da Fenprof que, no Trilho da Esperança, se propõe pedalar de Melgaço a Vila Real de S.tº António).

Se é verdade que o documento existe, não haverá aqui matéria para a intervenção de Dirigentes Sindicais? Ou estão dispostos a começar a ouvir, impávidos e serenos, "em cada esquina um inimigo"? Todo este caldo "cultural" é muito grave e a Ministra, comparando com alguns PCE's, começa a parecer, cada vez com maior evidência, uma terna pomba que suavemente arrulha.

3 comentários:

Professorinha disse...

Sabes uma coisa, desde que este governoe ntrou em funções que eu aprendi a não dizer que isto ou aquilo é impossível ou improvável... Quanto mais improvável ou inacreditável, mas possível é de ser verdade...

Saltapocinhas disse...

incrível!!
e eu não conhecia, não recebi isto!!

é com estes lambe-cús que a ministra conta para levar a dela avante.
eu, que sou ingénua, pensava que não existiam!!

(vou roubar-te isto!!!!)

Saltapocinhas disse...

fui conferir, o nome do homem é esse mesmo, não creio que o documento seja inventado!

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